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O harém de Platão
Padre deixa a batina por causa das
mulheres. Sem batina, refaz o voto de castidade.
Mal de Shakespeare
O compositor Hildo vai com a
namorada pro sítio. Ela quer um filho e ele não, apoiado em trechos
famosos e menos famosos do poeta inglês.
Consagro-vos a minha língua
Filha de Hildo decide reaproximá-lo
da mãe, agora viúva do segundo casamento. Mas o pai está envolvido com
uma prostituta, que o chantageia.
O imperador da valsa
Professor Hildo é removido pra
pequena cidade na divisa com Minas, onde espera viver em paz com a
mulher. Aluna maluquinha, porém, faz tudo pra impedir.
Nosso homem em Pasárgada
Hildo e as várias
escolas da sua vida: ginásio, tiro de guerra, universidade.
Problemas pessoais do personagem sobre o pano de fundo da eterna crise do
ensino contemporâneo.
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O homem de duas palavras é romance cíclico, composto
das novelas relacionadas ao lado. Foram escritas, reescritas e nunca
ficam prontas. Esta é a vantagem do computador: é possível deixar as
sinfonias sempre inacabadas. Vão mudando com o autor, mas como o autor só
muda na aparência, elas no fundo permanecem as mesmas, quando não pioram.
Por conta própria, publiquei duas delas em 2001, sob este mesmo título
geral: O homem de duas palavras. Também andei mexendo no texto, de
lá pra cá, e agora estão unificadas com outro título: O harém de
Platão. Acredito sinceramente que ficou pior. Voltaria à primeira
versão ou aos próprios rascunhos, se ainda existissem. O ‘poblema’ da
Fernanda (em que o poeta e
bancário Hildo, agora morando no interior, era convidado a falar
num simpósio de literatura e descobria o fascinante mundo acadêmico) “esteve” publicada nesta
homepage desde 2007. Como
se tratava de capítulo do romance Consagro-vos a minha língua, que
saiu em 2010 pela editora É Realizações, deixou o posto provisório e
assumiu seu lugar definitivo nessa obra mais extensa. O personagem
central das novelas é o Hildo Rielli — o William Wilson que mereço. Vive
destinos mais ou menos diferentes em cada novela do conjunto, embora a
alma permaneça a mesma. "É impossível limpar as manchas do leopardo",
disse o trágico grego Eugene O’Neill.
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